Ministra Cármen Lúcia fala aos novos magistrados do TJRJ



Ministra Cármen Lúcia fala aos novos magistrados do TJRJ sobre a importância de conhecer o jurisdicionado brasileiro


Foto: A mesa foi composta (da esquerda para direita): pelo desembargador Jessé Torres; pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo; pela ministra do STF Cármen Lúcia; pela diretora da EMERJ, desembargadora Cristina Gaulia; e pelo juiz Guilherme Pedrosa Lopes

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi recebida na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), na manhã desta segunda-feira (27/06).

Recepcionada pela diretora da Escola, desembargadora Cristina Gaulia, pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, e pelo desembargador Jessé Torres, a ministra falou sobre o tema “Juiz do Século XXI” aos 52 novos juízes do TJRJ.


“Somos hoje aproximadamente 18 mil juízes em exercício no Brasil. E mais um grupo, tão jovem, passa a integrar a magistratura brasileira. É importante ser inquieto no sentido de aperfeiçoamento, de melhoramento humano, jurídico e cívico em detrimento do outro”, disse a ministra que ponderou também que o momento mais importante da atuação de um magistrado é quando ele está como juiz de primeira instância.


Sobre o juiz do século XXI, a ministra considerou que para poder pensar no Poder Judiciário do século XXI é necessário examinar quem é o jurisdicionado brasileiro. “Isso é importante para que possamos ser um bom juiz”.




“Ainda precisamos de muitas mudanças no Judiciário para o século XXI e principalmente entender quem é o jurisdicionado brasileiro, quem é o cidadão que acessa o Poder Judiciário e também aquele que acredita no Poder embora não tenha acessado. Importante saber o que a sociedade enxerga, o que ela quer ver e o que ela espera do Poder Judiciário”, disse.


Foto: A ministra do STF Cármen Lúcia; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo; a diretora da EMERJ, desembargadora Cristina Gaulia; com a delegação de juízas de Angola

Para a ministra, a ideia de justiça está na realidade das pessoas e a esperança do cidadão é retratada pela confiança na justiça. “O juiz tem uma enorme força com sua caneta. Quando o juiz decreta uma prisão ele tira daquela pessoa aquilo que é mais relevante na vida, a liberdade”, exemplificou a magistrada.


“O juiz é juiz 24 horas. Se um juiz for chamado para atender uma liminar às duas horas da manhã, tem que ser apreciada. É importante refletir o que o Brasil espera de um juiz. Quando um juiz profere uma sentença é a justiça que fala”, considerou.


Ao final, a EMERJ homenageou a ministra Cármen Lúcia com a inauguração de seu retrato na Galeria de Conferencistas Eméritos da Escola.




Fonte: CGJ RJ