Auditório da CGJ recebe ministro Jorge Mussi



Na foto, a composição da mesa (da esquerda para direita) o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Anderson de Paiva Gabriel; o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo; o presidente do TJRJ, desembargador Henrique Figueira; a presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad; o ministro do STJ Jorge Mussi; e o 2º vice-presidente do TJRJ, desembargador Marcus Basílio


Para falar sobre “O Judiciário no Novo Milênio”, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Jorge Mussi, participou de encontro híbrido no Auditório Desembargador José Navega Cretton, da Corregedoria Geral da Justiça, na manhã desta terça-feira (05/04).


A mesa de debates foi composta pelo presidente do TJRJ, desembargador Henrique Figueira; pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo; pelo 2º vice-presidente do TJRJ, desembargador Marcus Basílio; pela presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad; e pelo juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, Anderson de Paiva Gabriel.


O corregedor Ricardo Cardozo, em sua fala de abertura, pontuou que o tema traduz uma expectativa para o Judiciário e já é necessário pensar em um Tribunal pós- pandemia. “Buscar ações e projetos que o tornem cada vez mais digital, célere, eficiente, produtivo e com uma visão social e humanitária”.


O ministro Jorge Mussi falou sobre novas tecnologias, especialização, quantidade de processos e qualidade das decisões, central de custódia, mediação e arbitragem.


“Já estamos há um quarto do novo milênio e isto demonstra que nós, do Judiciário, precisamos andar na mesma velocidade. Neste milênio, o Brasil tem passado por profundas transformações, na área econômica, social, cultural, digital. E precisa voltar os seus olhos para o Poder Judiciário. Com o dano moral, o Estatuto do Idoso, o Código de Defesa do Consumidor, as pessoas têm cada vez mais procurado o Judiciário. E isso é muito bom, pois é um exercício de cidadania que só ocorre no estado democrático de Direito”, disse o ministro.


Sobre a crescente demanda processual, o ministro pontuou: “A maior reclamação dos brasileiros em relação ao Poder Judiciário, e com razão, é a demora na entrega da prestação jurisdicional. Mas precisamos ter ferramentas de trabalho ágeis, desburocratizadas e permanentes. Tramitam no Judiciário brasileiro 80 milhões de processos e nós somos apenas 18 mil magistrados, o que torna muito difícil dar vazão a esse grande número de processos nos termos da Emenda Constitucional 45. Precisamos buscar mecanismos para prestar a jurisdição em prazo razoável”.


O encontro foi promovido pela Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ), com o apoio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ/TJRJ) e da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ).

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da AMAERJ no YouTube e pode ser assistido no link: O JUDICIÁRIO NO NOVO MILÊNIO - YouTube




Na foto, o presidente do TJRJ, desembargador Henrique Figueira; a presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad; o ministro do STJ Jorge Mussi; e o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo